Entrevistado : Antônio Cordeiro Filho ( Sócio nº 004 do CXV)

Entrevistador: João Neumann Neto

Em: Março/2003.

Nesta oportunidade vamos conhecer um dos primeiros sócios do CXV. Antônio Cordeiro Filho é o associado número 4 que agora vem participando com muita dedicação.

Nesta entrevista, Antônio conta um pouco da sua vida pessoal e enxadristica, tanto dentro como fora do CXV.

1. Fale um pouco de você: hobby, profissão, idade, onde mora, quanto tempo
joga xadrez e como começou, etc.?

     Sou Antonio Cordeiro Filho, o n. 4 do CXV. Tenho 44 anos. Mês que vem, abril, faço 45. Casado, ainda sem filhos (providenciando). Moro no Rio de Janeiro, no bairro Tijuca. Trabalho no Centro da cidade, indo de Metrô, com estação perto de casa, o que facilita muito a vida. Sou leitor de bons livros, colecionador de CDs, quase tudo, música clássica, rock e jazz. Sou da geração de Fischer e Mequinho. Lembro-me do match entre Fischer e Spasski. Comecei a jogar xadrez no tempo do ginásio, com o colega chamado Alessandro, que me ensinou as regras (onde estará ele?). Depois de algum tempo, já jogava muito bem, até às cegas de brincadeira! Comprava livros básicos. Depois de alguns anos, comecei a jogar mais a sério no Clube de Xadrez Guanabara, localizado no Centro do Rio. Eu tinha mais ou menos 15 anos, e freqüentava o clube, jogando torneios quase sempre de noite, e voltando para casa depois das 23h (bons tempos que um garoto poderia fazer isso numa cidade grande...). Depois comecei a freqüentar um clube de xadrez mais perto de minha casa, em Olaria, o Clube de Xadrez Leopoldinense, ALEX, que foi forte na década de 1970. Joguei muitos interclubes, pelo Alex. Freqüentava com isso lugares legais, como a sede do Flamengo, o Clube Monte Líbano, o Tijuca Tênis Club, etc. Um dia emociante foi quanto fui, sozinho, a Petropolis, ver a final do Interzonal de 1973, quando Mequinho se classificou para o torneio de Candidatos. Mas parei de jogar em 1979 quando entrei na Faculdade. Sou formado pela UFRJ, em jornalismo. Mas sempre trabalhei com produçao de livros. Trabalhei muitos anos como revisor e depois como produtor numa editora de livros jurídicos. Com os anos descobri que a iniciativa privada, o nome já estava dizendo: privada. Ao conhecer minha mulher, comecei a estudar para fazer concurso público. Hoje sou servidor público concursado do Ministerio Publico do Estado do Rio de Janeiro, desde 1992. Por incrivel que pareça, voltei a trabalhar com livro, revisando livros do movimento religioso Hare Krishna.


 2. Costuma jogar xadrez além do postal?

Não. Pretendo voltar. Graças a vocês do CXV, posso jogar xadrez. Xadrez é otimo, mas jogar ao vivo é problema para as namoradas, esposas, que ficam esperando a gente, ou ficam paradas sem fazer nada, ao lado. Nunca gostei disso. Pela internet, rouba só um pouquinho do tempo delas...


 3. Como conheceu o CXV?

Na época de sua fundação, entrei, me inscrevi num torneio mas nao joguei nenhuma partida (por isso os pontos negativos). Passou um tempo e voltei a ter contato. Atualmente jogando o RC-018 (com 5 pontos, faltando uma partida) e o RB-007.


 4. Qual sua motivação de participar do CXV? Aprender, praticar ou competir?

Gosto de jogar, ganhar, aprender mais. Competir.


 5. Como efetua os estudos do xadrez?

Tenho bons livros de xadrez, alguns comprados em Buenos Aires, viagem de 1996. Visitei o Clube de Xadrez de Buenos Aires, muito bonito. Não tenho muito tempo para estudar. Somente reflito as partidas.


 6. Qual adversário considerou mais difícil em torneios pelo CXV?

Rogerio Paulo Rodrigues Ribeiro, de Portugal.


 7. Qual partida considera a sua melhor no CXV? Por quê?

Contra Jose Geraldo de Pontes e Souza (RB-007). Tenho poucas ainda, e os adversários abandonam muito cedo.


 8. O que você acha que poderia ser acrescentado ou melhorado no CXV?

Demora muito para atualizar as tabelas. E a questão do tempo não está ainda esclarecida para os jogadores que não usam programas para gerenciar as mensagens. Até hoje não sei o que é o 0/0.


9. Para finalizar, dê uma palavrinha ao pessoal que está iniciando no
xadrez...

O Xadrez é o melhor jogo, o mais divertido, o mais difícil, o mais democrático (e, ao vivo, bem cansativo). Por exemplo, um doutor em Física nuclear pode ser derrotado por um garoto (que estudou mais e/ou tem mais experiência no xadrez), sem apelação, sem sorte, sem bola na trave. Toda a criança deveria praticar. Só agora os computadores estão brigando com os grandes, depois de anos de pesquisa. No xadrez, quanto mais se estuda, mais dificil fica. Obrigado. Hare Krishna